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Mostrando postagens com o rótulo Ciências Humanas

Coringa: Um Grito de Socorro da Sociedade Contemporânea

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Cara leitor, acredito que o título já deixe claro que este texto é para tratar do filme do Coringa {eu, o outro escritor do blog, não o que escreveu esse artigo, pergunto: Porque todo mundo escreve Coringa e não Curinga que é o mais correto?!} [Porque sim! Assinado: o autor do texto!] brilhantemente protagonizado pelo Joaquim Phoenix e dirigido, também de maneira brilhante por Todd Phillips. Então como vocês já sabem, este texto contém spoilers a partir da segunda parte e caso alguém aí não tenha visto o filme ainda, não diga que eu não avisei e vá ver o mesmo agora! Acreditem em mim, vale muito apena. Eu verdadeiramente amei este filme e acredito que todos deveriam vê-lo, contudo creio que antes de falar dele propriamente dito, preciso fazer dois pequenos adendos. O primeiro é que eu sou o público-alvo deste filme. Nunca fui fã dos heróis estadunidenses, tenho muito pouco conhecimento sobre os mesmos e correndo o risco de ser repetitivo, reafirmo que nunca tive grande interes...

Tira seu microscópio da minha miçanga... ou melhor Ciências humanas: um lugar de subjetividades

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Achou que este blog era apenas sobre cultura pop e assuntos sem nenhuma relevância social? Achou errado otário! Rogério Isso é um lugar do caos, e como todo lugar do caos que se preze, tem de tudo nele, incluindo o tema científico. Mas os dois malucos que coordenam essa zona são das humanas, portanto, vamos ficar mais restritos a essa área de conhecimento. E para inaugurar esse tipo de post no nosso blog, nada melhor do que discutir a subjetividade nas ciências humanas. Se você é um amante das ciências humanas, um estudante ou um profissional da área, muita calma nessa hora. Não vou trabalhar nenhum autor neste texto, o tema é complexo, não pretendo e nem quero esgotá-lo neste texto. Minha intenção é falar com essa galera das ciências exatas que vem colocar seu maldito microscópio nas nossas miçangas e dizer que o que fazemos é opinião com regras e não ciências. Então se você é um destes malditos, sente e leia! Vou dividir o grupo das exatas que nos criticam injustamente em dois ...

Uma analise da mais rejeitada obra de Terêncio, A Sogra, e o humor contemporâneo

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Esse é um texto um pouco diferente do que temos visto aqui no blog, eu quero ter uma conversa mais séria. Sei que não é o que normalmente acontece, as vezes acho que é interessante desafiar suas expectativas. Vamos falar sobre comédia, sobre humor, mas de uma forma mais séria. Publius Terentius Afer, ou Terêncio, foi um poeta e dramaturgo romano durante a República Romana no século II a.C., ele tem uma visão peculiar e diferenciada sobre a condição humana quando trata-se de outros de sua época, visto que há relatos de que iniciou sua vida como escravo, fora educado e libertado. Esta vivência e dualidade provavelmente são a inspiração para sua frase mais famosa: "Homo sum, humani nihil a me alienum puto"; que pode ser traduzida como: “Sou humano, e nada que é humano me é estranho”. Neste texto vamos falar de uma de suas obras mais mal vistas em sua época, Hecyra, ou A Sogra e a utilizarei para traçar um paralelo com a comédia contemporânea. A Sogra conta a história de Pâ...

Charles & Erik

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A cadeira de rodas range ao passar sobre a superfície de borracha. O plástico das rodas improvisadas é torto e precisa de um pouco mais de força para ser empurrado do que o das cadeiras normais. A luz é pouca, natural, na sua maioria. Nenhuma lâmpada por perto, nenhuma fiação, nenhuma grade. Uma prisão feita de plástico e borracha. Suspensa e longe de todos. O corpo magro e musculoso se levanta em meio aos lençóis. Cabelos ralos, brancos, penteados para trás. Um leve sorriso ao perceber o visitante. - Chegou cedo, Francis. – a voz é grave, rouca, idosa, mas com uma profundidade, uma força que não parecia caber naquele corpo e, no fundo, um tom de chacota. - Francis? Porque essa formalidade agora, Erik? – o homem careca desliza sua cadeira de rodas com certa dificuldade no chão emborrachado. – Como está, velho amigo? - Da mesma maneira que nos últimos 15 anos, Charles. Como estão Grace e Scott? E o bebê? – Erik pega em um armário de madeira um par de xícaras e uma chaleira. ...